Da Redação
Daniel Simurro
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As fortes especulações que povoaram o universo político brumadense nos últimos dias, dando conta de uma possível aliança entre o prefeito Eduardo Vasconcelos (PSDB) e o PC do B, do vereador Édio Pereira, foram veemente rechaçadas ao AcheiBrumado pelo parlamentar.
Vivemos tempos, realmente, de fortes especulações, onde as peças do xadrez ainda estão se movimentando, o que gera realmente inúmeras possibilidades, alimentando a mídia e deixando a classe política em tensão total.
A equipe de jornalismo online do AcheiBrumado esteve com o vereador Édio Pereira que de chofre rechaçou, de forma veemente, todas as especulações de uma provável aliança com o prefeito Eduardo Vasconcelos. “Para começar nunca fomos procurados pelo prefeito para uma possível conversa sobre aliança e muito menos para tratar de assuntos de interesse do município, então, essas especulações são totalmente infundadas, continuamos com os nossos ideais, pois o PC do B, tem coerência política, não é pelo fato de o prefeito recentemente ter manifestado apoio a Wagner que iremos ter vínculos políticos com ele. Vamos continuar sendo defensores intransigentes dos anseios de nossa população e por isso a nossa posição é de uma oposição firme e consciente, porém responsável, pois assim contribuiremos muito mais para o futuro de Brumado. Todos os projetos que o Poder Executivo encaminhar a Câmara e que for de interesse do povo terá o nosso apoio, porém aqueles projetos que não trouxerem, em seu bojo, possibilidades de melhoria da qualidade de vida da nossa população, não terão o nosso voto, foi assim que posicionamos no ano passado e continuaremos agindo assim até o final do nosso mandato”.
Pereira não deixou de reconhecer a decisão do prefeito em apoiar Wagner. “Realmente foi uma sábia decisão, pois está mais que evidente que o governador Wagner tem o melhor projeto para Bahia e para Brumado”, argumentou.
O vereador também falou sobre duas de suas maiores lutas nesse momento que são a realização urgente de Concurso Público na prefeitura e na Câmara de Vereadores e o não cumprimento pelo prefeito da correção salarial da tabela de vencimentos dos servidores públicos municipais, após o reajuste do salário mínimo.
De forma empolgada ele frisou que “estamos aguardando com ansiedade uma definição do prefeito quanto a concurso público, porque o nosso mandato está refletindo um dos grandes anseios de nossa população, especialmente, da juventude. Estamos nessa luta desde abril de 2009 e já verificamos evoluções, tanto que já foi baixada uma portaria nomeando uma comissão para levantar o número de vagas. Espero que nos próximos dias o Edital seja publicado e o concurso saia do plano do abstrato, pois é inconcebível termos mais de 800 servidores contratados sem concurso em pleno 2010, numa total afronta a Constituição Federal, isso é um descalabro, um comportamento totalmente anacrônico, tanto que em várias esferas do poder está se fazendo concursos, temos o recente exemplo da Embasa que é uma empresa do Governo do Estado”.
Quanto à questão envolvendo a correção salarial que foi efetuada pela Administração Municipal o vereador foi contumaz. “Essa atitude foi um desrespeito aos servidores, pois é inadmissível ter um tratamento desses. Esse argumento de que a decisão está respaldada em cima da súmula vinculante nº 16 do STF, nada mais é do que um grande golpe nos servidores, pois retira, de forma cruel, as vantagens e conquistas adquiridas ao longo dos anos, invalidando a tabela salarial e o plano de cargos e salários, tanto que com essa decisão do prefeito a progressão horizontal da tabela de vencimentos começa com R$ 465,00 e não R$ 510,00 reais, que é o novo valor do salário mínimo, consumando desta forma uma redução de quase 10%, nos salário dos servidores, o que é um absurdo”, continuou.
Quanto ao posicionamento dos sindicatos ele falou que “esperamos uma reação à altura da Aspromub e do Sindsemb que têm que fazer uma forte resistência à essa insensibilidade praticada pelo gestor municipal, buscando com todas as forças a reversão dessa injustiça”, abordou.
Para finalizar ele fez questão de dizer que “nosso mandato é totalmente solidário a essa luta e estamos aqui à disposição para nos unirmos e buscarmos uma solução para mais esse desmando feito pelo prefeito, que tem um comportamento totalmente dúbio, vive dizendo que a lei é dura mais é lei, mas usa de dois pesos e duas medidas, pois quando a lei lhe beneficia a utiliza como é o caso do reajuste dos servidores, mas quando a lei lhe é contrária não quer acatar, como é o caso da forte resistência ao concurso, que como já disse, é um grande afronta a nossa lei maior que é a Constituição Federal”, finalizou.